Lamento nunca te ter dito tudo o que te quis dizer, tudo aquilo que queria que soubesses. Lamento todas as lágrimas que derramei, e todas aquelas que nunca consegui derramar. Agradeço-te todos os sorrisos, todos os momentos em que foste a minha única companhia. Sinto-me mais aliviado por ter sido as tuas pernas quando já não caminhavas, não sentias, não respiravas. Se me custou? Mais do que qualquer pessoa possa imaginar. Nunca quis contar ou mostrar a ninguém como realmente me sentia com a tua partida. Faz parte de mim, ser orgulhoso. creio que nunca o conseguirei demonstrar a ninguém, creio que nunca conseguirei apagar totalmente a mágoa que tenho dentro de mim. Rio-me quando me lembro de ti, de quando estavas comigo. Porquê? Porque sei que não gostarias de me ver derramar a mais pequena lágrima, mesmo que fosse umas daquelas arrancadas à força . Não quero mudar a imagem que tinhas de mim quando partiste. Não o vou fazer, nunca.
Amo-te, (melhor) amigo. Agora descansa, nesse teu sono profundo e sem fim. Deixa, deixa os pesadelos com todos os que (ainda) pensam em ti, e que ainda se preocupam e sentem a tua falta. De mim, de todos nós, quero apenas que sonhes.
Jurei a mim mesmo que não partilharia isto com ninguém, até ao dia em que tivesse a força suficiente para controlar a dor. Hoje, é esse dia.
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